leg check - o que é e o que fazer
AFINAL O QUE É O LEG CHECK
De uma forma bem simples, seria obvia a resposta de checar o comprimento das pernas, mas na pratica o que isso quer dizer ao paciente?
O Leg Check consiste em verificar se uma perna está “mais curta” que a outra.
Eu, quando estou avaliando as subluxações vertebrais, eu avalio o paciente em prona, o popular barriga pra baixo, or stomach down, mas quando avalio púbis e sistema de fossa concept, e vísceras, então a avaliação se torna ao contrário, ou seja o paciente fica em supino, ou barriga pra cima, or stomach up, mas não há tantas variáveis apesar de ser complexo no pensamento e na apresentação ao paciente, que de forma leiga em si, entende o geral do contexto, então dependendo da entrevista inicial, a qual popularmente chamamos de anamnese, o uso que escolho em clinica fica a critério do relato no primeiro atendimento, e na grande maioria das vezes faço uso da técnica, eu opto iniciar pelo do Leg Check, feito em Prono.
A perna curta é um indicativo de subluxação vertebral, e detalhes mais precisos também dependem dos procedimentos e da experiência do quiropraxista, mas vou explicar o que é essa “perna curta” e porque ela ocorre, então fica fácil discutir sua relação com a subluxação vertebral.
Chamamos de Córtex cerebral, o grande responsável pela modulação dos sinais reflexos que o corpo recebe e reage em resposta imediata, ou seja emitindo a resposta para o balanceamento e geometria corporal perfeita, sem interferências na comunicação entre o cérebro e os demais sistemas, e sem disfunções proprioceptivas, em via de regra, apresenta pernas de igual comprimento a favor da gravidade (de pé) e deitado sem os pés no chão, em teoria deveriam estar alinhados e balanceados, ou seja equilibrados e sem interferência e contração muscular postural significativamente simétrica.
Quando ocorre um desalinhamento de uma vértebra, que pode ocorrer por diversos motivos, e várias reações, algumas até simultâneas, acaba por acontecer a famosa perna curta.
O músculo que se insere nessa vértebra será esticado, isso vai estimular os Fusos Neuromusculares e os Órgãos Tendíneos de Golgi.
A cápsula articular (vai dependera da listagem) irá apresentar uma pequena folga (Que começa a dar forma ao “nódulo” característico), enquanto que outra(s) cápsula(s) articular(es) aumentarão a tensão em um tipo de estiramento. Essa diferença de tensão será notificada pelos receptores proprioceptivos das cápsulas.
As superfícies facetarias da articulação com espaço reduzido pelo desalinhamento sofrerão aumento de atrito, o que ocasionará micro danos e, por consequência, um processo inflamatório, que é o responsável pelo edema, dor e alteração de temperatura local, que são outros fatores avaliados em algumas técnicas e que também comprometerão as funções proprioceptivas da região.
Todas essas informações serão conduzidas pelo trato espino cerebelar dorsal e ventral, por fibras do tipo A, para o cerebelo, resultando de respostas sensitivas e motoras. Em seguida para o tálamo, o grande centro de integração, que vai direcionar as informações para a córtex.
Paralelo a isso, as informações de dor serão enviados diretamente para o Tálamo através de fibras do tipo C pelo trato espino talâmico lateral, sendo então direcionadas para a córtex sensitiva primária.
O córtex motor e sensitivo desencadearão uma série de adaptações (irregulares), como o reposicionamento da cabeça e olhos, reorganização da musculatura postural, dentre outros um pouco mais complexos, pois a função básica do aparelho locomotor é integrar os captores podais e visuais para se ajustar ao ambiente.
Através do trato vestíbulo espinal, os núcleos vestibulares coordenarão a resposta dos músculos posturais, e é a contração assimétrica desse grupo de músculos (essencialmente do grupo da pelve e membros inferiores) com base nas informações alteradas decorrentes da subluxação vertebral, que acarretará em uma perna curta.
Dessa forma, a razão direta pela qual as pernas apresentam diferença de comprimento, é a contração assimétrica da musculatura postural, principalmente da pelve e membros inferiores, decorrente de uma resposta proprioceptiva ao desalinhamento de uma vértebra.
Podemos observar essas reações fisiológicas em um contexto de causa e efeito clínico, no qual as pernas se igualam tão logo a subluxação vertebral seja corrigida.
E O QUE ACONTECE APÓS O AJUSTE SER REALIZADO?
As respostas são rápidas, pois as fibras nervosas que informam o corpo sobre essas posições vertebrais são do tipo 1 A, as mais rápidas do corpo humano. No entanto, a dor local costuma persistir mesmo após a correção, pois apesar do atrito entre facetas ter cessado, o sistema linfático precisará de mais tempo para remover os mediadores químicos e inflamação, que duram em média para processos mais agudos, em torno de 4 a 5 dias, ainda com recomendação de cuidados ao movimento e com a memória muscular que se incentivada continuamente, ainda fara com que a adaptação persista por um período maior que o normal.
Em outra oportunidade falarei sobre a memória muscular, quando é formada, e quando se torna de fato uma memória muscular, isso através do mecanismo fisiológico. E na sequencia falarei sobre o lado indicativo de lesão.
Bom, com base em toda essa informação, já sabemos que aperna pode estar no estado de encurtada no momento, devido a uma alteração cortical, resultado de uma subluxação vertebral, mas e se a perna é curta mesmo por diferença no crescimento, o que fazer? Nesse caso, entre em contato que realizaremos os testes indicados e para ser preciso mesmo indicaremos o exame de imagem apropriado a cada caso.

